COMBO EDUCAÇÃO:
- O CÓDIGO DA EDUCAÇÃO: Uma história verdadeira
- A EDUCAÇÃO NA ANTIGUIDADE: A virtude na reconstrução da sociedade
Livro: "O CÓDIGO DA EDUCAÇÃO: Uma história verdadeira"
No primeiro milênio da era cristã o cristianismo estava em vertiginosa ascensão. Santo
Agostinho descrevia assim seu assombro diante da irreversível cristianização do mundo:
"Pelas cidades e bairros, e até pelos campos, deseja-se o afastamento do mal e a
conversão ao único e verdadeiro Deus. São inumeráveis os que deixam as riquezas e as
honras do mundo, desejosos de consagrar a sua vida ao Deus supremo. Todas estas
coisas são agora acolhidas de tal modo que, se antes era impensável argumentar a seu
favor, agora o é colocar-se contra elas. Ninguém já se admira de tantos milhares de
jovens renunciarem ao matrimônio e abraçarem a vida cristã. As igrejas estão se
multiplicando com fertilidade e abundância, até mesmo entre os povos bárbaros" (S.
Agostinho: De Vera Religione, 4).
Mas, no segundo milênio, o Papa João XXIII descrevia e outro modo o mundo moderno:
"Estamos em um mundo de fisionomia profundamente mudada, em meio a uma procura
quase exclusiva de bens materiais, no esquecimento, ou no enfraquecimento, dos
princípios da ordem espiritual, que caracterizaram a penetração da civilização cristã
através dos séculos" (SS. João XXIII: Alocução de 14 de novembro de 1960).
As origens deste fenômeno remontam aos anos entre 1300 e 1600. A sociedade transformou-
se radicalmente. A natureza dos acontecimentos dificultou o entendimento do que acontecia. A
partir daí, estas transformações incoporaram-se à educação. A educação reproduz a sociedade
existente, formando os homens para a sociedade existente ou, como ocorreu com o cristianismo,
para formar uma nova. Se não se entende claramente a transformação ocorrida na sociedade e como
ela se incorpora e se reproduz na escola, os erros do início somente serão percebidos em suas
consequências quando já não houver mais lembrança do que realmente ocorreu.
O Código da Educação narra como a escola se adequou à nova configuração social e como
se perdeu a noção do que seria a educação cristã e sua relação para com a estrutura social
Livro: "A EDUCAÇÃO NA ANTIGUIDADE: A virtude na reconstrução da sociedade"
Que pensamos nós sobre a natureza?
A natureza certamente é repleta de mistérios. Mas isto significa que pretende dizer-nos algo? E teríamos nós sido feitos precisamente para compreender esta mensagem?
A visão que hoje fazemos do mundo nos sugere que a natureza surgiu por forças agindo ao acaso e que os homens, graças a muito progresso, estão alcançando pleno domínio sobrea nartureza. Esta visão contrasta com a de um povo que, muito antes de Cristo, observou a natureza e descobriu que ela parece querer comunicar-nos algo, e que os homens mal alcançaram, diante dela, a primeira infância.
Este livro quer apresentar a epopéia deste povo. Quer mostrar como seus achados foram tão facilmente acolhidos pelo Cristianismo. E também como, mais tarde, foram tão facilmente esquecidos.
Houve uma época em que um povo buscou apaixonadamente a sabedoria. Uma multidão de cidadãos vendia tudo o que tinha para viver contemplando a natureza. Eles haviam percebido que a natureza era muito coerente, parecia ter um segredo e querer mostrá-lo para os homens. Especialmente para os homens. A própria natureza parecia tê-los feito para isto. Estas pessoas buscavam entender o segredo da natureza mas não para construir uma máquina ou fazer dinheiro.
Pouco a pouco perceberam que toda a natureza tinha uma só ordem, que esta era ordenada por um único princípio e dentro desta grande ordem, cada coisa parecia dirigir-se a um fim. Todas as formigas constroem um formigueiro. Todas as abelhas constroem uma colméia. E o fim de cada coisa está em harmonia com a ordem maior de toda a natureza. Todas as coisas parecem saber qual é o seu fim e como este fim se sincroniza com os fins das demais coisas.
Em toda esta ordem, porém, o homem parecia ser uma exceção. Talvez a única exceção. Justamente o homem. Os seres humanos não parecem agir como se estivessem se direcionando a algum fim. Ao contrário da formiga e da abelha, o homem nunca parece estar satisfeito com o que faz. Nem sequer parece supor que possa existir algo específico que devesse fazer para encaixar-se na ordem natural. Era um mistério como, em meio à ordem natural, pudesse haver um ente, que parecia ser o mais perfeito e a obra-prima da natureza, e era justamente este o que parecia não saber o que fazer. Como se explicaria isto? Estava aí um mistério dentro da natureza. Tudo tão bem sincronizado, mas o homem, justamente o homem, fora daquela grande sincronia.
O que provavelmente deveria estar acontecendo é que tal finalidade deveria ser algo tão elevado que somente poderia ser alcançada com plena consciência da inteligência e plena liberdade da vontade. Portanto, para que o homem pudesse cumprir o objetivo que a natureza devia ter-lhe traçado, teria primeiro que compreender, pela luz da inteligência, sua própria natureza e o modo como ela se insere na ordem natural, e depois aceitar ambas estas coisas livre e conscientemente.
O Instituto Santo Agostinho é uma Associação de Leigos Católicos, que se reúne em busca da santidade pela oração, estudo e ensino. Tem por objetivo levar os homens ao contato com a Verdade, ao modo que a Divina Providência encaminhar para cumprir o mandamento de ensinar deixado por Nosso Senhor Jesus Cristo. Visite nosso site e conheça mais https://institutosantoagostinho.org/