O CÓDIGO DA EDUCAÇÃO: Uma história verdadeira

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No primeiro milênio da era cristã o cristianismo estava em vertiginosa ascensão. No seu
livro "De Vera Religione", Santo Agostinho nos descreve o seu assombro diante da crescente e
aparente irreversível cristianização do mundo:
"Pelas cidades e bairros, e até pelos campos, deseja-se o afastamento do mal e a
conversão ao único e verdadeiro Deus. São inumeráveis os que deixam as riquezas e as
honras do mundo, desejosos de consagrar a sua vida ao Deus supremo. Todas estas
coisas são agora acolhidas de tal modo que, se antes era impensável argumentar a seu
favor, agora o é colocar-se contra elas. Ninguém já se admira de tantos milhares de
jovens renunciarem ao matrimônio e abraçarem a vida cristã. As igrejas estão se
multiplicando com fertilidade e abundância, até mesmo entre os povos bárbaros" (S.
Agostinho: De Vera Religione, 4).
Mas no segundo milênio nos deparamos com um quadro totalmente diferente.
Em 1960 o Papa João XXIII descreveu assim o mundo moderno:
"Estamos em um mundo de fisionomia profundamente mudada, em meio a uma procura
quase exclusiva de bens materiais, no esquecimento, ou no enfraquecimento, dos
princípios da ordem espiritual, que caracterizaram a penetração da civilização cristã
através dos séculos" (SS. João XXIII: Alocução de 14 de novembro de 1960).
No ano seguinte, na bula Humanae Salutis, publicada por ocasião do natal de 1961, o Papa
retoma assim o mesmo assunto:
"Preocupa-nos o gravíssimo estado de indigência espiritual da humanidade, por cujos
bens ela já não anseia senão muito debilmente, enfraquecida pela procura quase
exclusiva dos gozos terrenos que o progresso põe, com grande facilidade, ao alcance de
todos".
E o Papa Pio XII, em uma célebre Alocução de Natal de 1953, para não mencionar vários
outros documentos, também já se expressava do mesmo modo. É um quadro completamente
distinto daquele que Santo Agostinho nos descreve no no ano 400:
"Hoje qualquer um pode ver que o mundo é conduzido de uma maneira que não pode
mais dizer-se iluminado por aquela luz, nem possuído por aquela vida, que o Verbo de
Deus, esplendor da glória divina, fazendo-se homem, veio trazer aos homens" (SS. Pio
XII: Alocução de Natal de 1953).
Como pode ter acontecido semelhante transformação?
Quais as causas, se é que existem, que deram origem a ela?
Independentemente de quais sejam as causas, as origens do fenômeno remontam aos anos
entre 1300 e 1600, já esquecido pela maioria de nós. Neste período a sociedade transformou-se
radicalmente. A natureza dos acontecimentos dificultou o entendimento do que acontecia. A partir
daí, estas transformações incoporaram-se à educação. A educação reproduz a sociedade existente,
formando os homens para que se incorporem-se à sociedade existente ou, como ocorreu com o
cristianismo, formando uma nova. Se não se entende claramente a transformação ocorrida na
sociedade, como ela se incorpora e se reproduz na escola, um pequeno erro no início propaga um
erro gigantesco no fim. Platão já dizia, na República, que o único modo possivel de corromper-se
uma sociedade perfeita, supondo que ela existisse, seria através de alterações sutis na educação das
crianças, que somente seriam percebidas quando já não houvesse mais lembrança de quais fossem
as que haviam sido feitas.
O livro O Código da Educação narra a história dos anos 1300 a 1600, como a escola se
adequou à nova configuração social e como foi-se perdendo gradualmente a noção do que seria a
educação cristã e sua relação para com a estrutura social.
Trata-se de um problema particularmente complexo porque, como já havia apontado Platão
na República, as transformações na escola produzem efeitos sociais apenas muito lentamente. Uma
mudança no sistema escolar somente irá produzir alterações sociais claramente visíveis depois de
pelo menos duas ou três gerações, justamente quando os cidadãos já não são mais capazes de
perceber as relações entre as causas e os efeitos produzidos.
Hoje, depois de passados cerca de oito séculos, somente uma análise profunda do passado
poderá explicar o presente aos homens que com razão sentem-se perplexos diante do que
contemplam. O Código da Educação quer iniciar, em linguagem acessível, esta análise.
Pedimos a todos o maior empenho em fazer chegar o conhecimento da obra a todos os
educadores e, principalmente, aos educadores cristãos.

Livro com 312 páginas. 

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